
quinta-feira, 29 de abril de 2010
RE-NASCER

terça-feira, 20 de abril de 2010
ULTIMO FINAL DE SEMANA!!!


sexta-feira, 2 de abril de 2010
HOJE É DIA DE MAGIA!
Hoje é dia de diversão. Para os espectadores e para os "Anjos" desse espetáculo. Hora de colher o fruto de tudo aquilo que plantamos. A dedicação e o esforço de cada um serão recompensados em cena, segundo aquilo que deram de si, sob o calor dos refletores que derramam sobre cada um de nós um pouco da inquietude do ser. Para SER é preciso ESTAR e para ESTAR é preciso ir a algum lugar. Fomos a tantos que, agora, já nem sei mais por onde deixamos de caminhar. Acho que o maior orgulho que tenho é de ver que todos nós fizemos algo em prol do nosso propósito mor (o espetáculo). Ver os atores se esforçando não só na cena, mas também nos bastidores, é motivo de muito orgulho. E nada melhor do que isto para tornar um espetáculo inteiramente seu... Como já disse aqui, GOSTO DE SENTIR QUANDO UM ESPETÁCULO NÃO É MAIS MEU... Hoje, gostaria de salientar, que nesse dia tão esperado pelos nossos "Anjos", acontecerá algo realmente especial. Hoje, os anjos deixam de serem meus para serem unicamente daqueles que o fazem e do mundo. Toda a minha torcida para que acertem o que tanto ensaiamos e buscamos durante todo esse tempo estará vista em meus olhos, é verdade (isso sempre acontece, diga-se de passagem). Mas no dia em que mais esse filho nasce, no calor dessa maternidade, isso aflora de uma maneira especial, meio anti-natural e, por vezes, até anormal, porque apesar de todo diretor (ou pai) querer cuidar o tempo inteiro da sua cria, na hora H, quem manda é o ator (esse filho libertino que em algum momento tomará as rédeas de sua própria vida). Essa é a magia do teatro. Nada posso fazer a não ser torcer, torcer, torcer e rezar para que tudo dê certo. E dará! Certo estou que todos darão o seu melhor... E o melhor desses artistas o público verá, mesmo porque o melhor deles foi explorado até a ultima gota. Quando pensavam que faziam, sempre vi que podiam fazer um pouco mais... E um pouco mais trabalhei para retirar o melhor de cada um... Agora é com eles, os "Anjos" que certamente nossos espectadores não se esquecerão... Jamais!
Agradeço a todos pela gana de realizar... Quem quer consegue, quem planta colhe e quem batalha com fé, em algum momento oportuno vencerá!
Do Anjo Onipresente e Onisciente
Oscar Calixto
segunda-feira, 22 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
RETA FINAL

terça-feira, 2 de março de 2010
Tocando Harpas – E atirando-se no Abismo
“É necessário ter em si o caos, para gerar uma estrela dançante.”
Um segredo que poucos sabem é que o espetáculo “Anjos, uma espécie de razão não comentada” está impregnado de filosofia. Filosofia incutida e em hipótese alguma apresentada de maneira clara. Ela é mesmo caótica! Criar um espetáculo realmente inédito é tarefa difícil, desde a confecção do texto teatral até o acabamento final. O mau dramaturgo dá lições de moral, quer ensinar os outros ou impor uma visão particularmente sua. E o bom apenas mostra e deixa com que cada um tenha uma inteiramente sua. Não me incluo na primeira categoria, e espero (com pensamento sacro-santo) estar indo de encontro à segunda.
Em nosso ofício, certeza, não é coisa absoluta. Ao contrário disso, o que é pertinente é simplesmente a dúvida. Acho que quando um ator, diretor ou dramaturgo duvida de si mesmo é que começa a criar. É necessário fazer-se sempre muitas perguntas, mas nem sempre é importante encontrar as respostas. É assim que somos na vida e é assim que nasce vida neste ofício tão belo e magnífico. Há muito percebi que todas as artes caminham, na verdade, juntas. Contudo, a arte menos compreendida ainda é a do ator. Posto que parece simples representar uma vida. Mas o problema é que a vida nem sempre é tão simples quanto parece. Isso me lembrou um poudo de Ecce Homo.
Em seu livro autobiográfico — Ecce homo — Nietzsche traz seu conceito de filosofia como a expressão de seu corpo filosófico. Para ele, a filosofia é a expressão da dureza, da força, do enfrentamento, do ar gélido dos cumes; a filosofia é para aqueles que possuem a força de espírito para a solidão, para o enfrentamento do medo, para aqueles que não se submetem à segurança dos ideais prontos:
Quem sabe respirar o ar forte de meus escritos sabe que é um ar da altitude, um ar forte. É preciso ser feito para ele, senão o perigo de se resfriar não é pequeno. O gelo está perto, a solidão é descomunal — mas com que tranqüilidade estão todas as coisas à luz! Com que liberdade se respira! Quanto se sente abaixo de si! — filosofia, tal como até agora entendi e vivi, é a vida voluntária em gelo e altas montanhas — a procura por tudo o que é estrangeiro e problemático na existência, por tudo aquilo que até agora foi exilado pela moral. De uma longa experiência que me foi dada por andanças pelo proibido, aprendi a considerar as causas pelas quais até agora se moralizou e idealizou, de modo muito diferente do que seria desejável: a história escondida dos filósofos, a psicologia de seus grandes nomes, veio à luz para mim. (Nietzsche, 1983, p. 366)
O exercício do pensar a filosofia é uma atividade fisiológica que requer a expressão da força como critério para sua elaboração. A metáfora da natureza é bastante explorada por Nietzsche na tentativa de expressar, de forma concreta, seu conceito de filosofia como expressão da dureza. No Zaratustra, Nietzsche afirma:
Tem coragem, irmão meu? Tem valentia? Não coragem diante de testemunhas, mas valentia de solitário e daquele ao qual nem mesmo um deus faz mais do que ser espectador. As almas frias, cegas, bêbadas, não são para mim corajosas. Tem coração aquele que conhece o medo, mas tem somente controle sobre o medo; aquele que olha para o abismo, mas com orgulho. Que olha para o abismo, mas com olhos de águia — que com garras de águia prende o abismo: isto constitui a coragem. (Nietzsche, 1997, p. 273)
E o exercício de nossa arte é exatamente ter coragem e “respirar” como respira cada vida que queremos trazer à luz. (Tem coragem, irmão meu?) Eu sinto pena de atores que são dirigidos quase como se estivessem sendo obrigados a fazer coisas que nunca seriam criadas por iniciativa sua. Atores que simplesmente cumprem o que quer o diretor. Espetáculo feito assim, jamais será dos atores! Isso é quase como não adubar a terra e já colher os frutos. Um bom diretor antes de tudo é um bom observador e conhecedor da psicologia que atentende a cada um dos atores a quem dirige. Dirigir é apontar caminhos e não arrastar um ator ou um espetáculo como se fosse gado pela estrada a que se julga mais “plausível”. Ator é, antes de tudo, um pouco daquilo que o público deseja ver: um ser vivo. É evidente que não somos exatamente o que são nossos personagens e, para ser isso, é preciso fazer o ator entender que é preciso entrar no caos para encontrar um novo indivíduo dentro de si. Por isso gosto de criar e fazer com que outros criem junto comigo. Quando isso acontece em plenitude, o objeto da labuta nos traz sempre mais certezas que dúvidas.
E o melhor disso é: Nossos “anjos” serão capazes de florear os seus céus ou deixá-los como noites sem lua em que sempre nos advém muitas e boas dúvidas!
A boa dúvida é a que te abre para a vida.
E a má, a que te fecha as portas do mundo!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
No Limbo – Fim da Primeira Semana
Encerramos a primeira semana de ensaios com os nossos Anjos. Depois de um dia de muita correria vem a parte boa: O trabalho comum para oferecer um produto de qualidade aos nossos espectadores. E para tanto NÃO HÁ LIMITE DE ESFORÇOS. Todos estamos nos dedicando para ter algo mais que um espetáculo. Haja visto que “só um espetáculo” Anjoso já não é.
No último dia da semana fomos mais uma vez agraciados com a evolução do coletivo. O que não é assim tão complicado nem menos que o esperando quando há bastante transpiração . Hoje fechamos a pauta do Centro Cultural Marista na Tijuca, onde ficaremos durante todo o mês de Abril. Continuamos na busca por outros teatros que queiram receber o nosso espetáculo. Neste momento penso que, na verdade, esses teatros serão agraciados com esta “manifestação cultural” que estamos promovendo. Nossa querida Artista Plástica, Eva Hernández, incansável, nos acompanha a toda parte. Conferiu o espaço da exposição e, claro, continua nos presenteando com sua alegria e com o registro das imagens dos nossos ensaios, aos quais também acompanha todos os dias na intenção de captar “algo mais além do texto” para a sua criação.